Às vezes, a vida parece um teatro absurdo, no qual somos forçados a atuar num papel sufocante que não escolhemos. Dia após dia, tenho essa sensação de estar preso num loop interminável de obrigações sem sentido. Estou cansado de ser o adulto "responsável" que todos esperam. O cansaço não é só físico; é mental, uma exaustão que se agarra como um parasita insaciável. E aí tem o "Companheiro de Guerra", aquele amigo que deveria ser um escape, mas virou um peso morto que arrasto sem saber por quê. Pensa que é um gênio incompreendido, mas só está perdido como todo mundo. Sempre reclamando, sempre exigindo mais do que eu posso ou quero dar. Sinto que minha identidade se dilui, meu tempo escoa como areia entre os dedos, enquanto tento manter um equilíbrio inexistente entre as expectativas alheias e o que resta de mim. O isolamento não foi escolha, foi consequência. Nessa pausa forçada, aprendi a conviver com o eco ensurdecedor da própria mente. Não é à toa que estou exausto; carreguei não só os meus monstros, mas também os dele. E sabe o que é revoltante? Ao final de tudo isso, sou eu quem fica com o coração na mão, refletindo se vale a pena seguir nessa farsa. Talvez o real fardo seja a insistência de suportar o insuportável por um resquício de lealdade mal colocada.