Há um ressentimento que se agarra a mim como uma sombra, invisível mas pesado. As promessas não cumpridas têm uma maneira de corroer a esperança, assim como aquela empresa, cujo slogan de mudança é uma mentira envolta em disfarce brilhante. Oferecem uma visão de futuro que nunca se materializa. São como um espelho embaçado, refletindo a própria incompetência enquanto enganam os incautos. Sinto que estou preso em um loop incessante, um jovem adulto atropelado pelas expectativas irreais — as minhas, as dos outros, as do mundo. O silêncio grita mais alto do que qualquer palavra bem-intencionada. A sensação de pausa forçada, aquele momento em que a vida te joga em um canto escuro com a única companhia da ansiedade latente. É como se cada tentativa de seguir em frente fosse sabotada por mãos invisíveis que puxam para trás. As relações se tornam distantes, com laços ameaçados pela insegurança e o medo de repetir o ciclo de abandono. O isolamento se torna um refúgio, a solidão, uma amiga de longa data. E nessa luta contra mim mesmo, um cansaço sem lágrimas se instala. Um grito silencioso, sufocado pela inevitabilidade de que as coisas raramente são como prometem. É hora de parar de esperar. Hora de deixar as promessas vazias para trás e buscar uma forma de respirar, mesmo que sob a água turva das incertezas.