Eu pensei muito antes de escrever isso. Na verdade, talvez eu não esteja escrevendo pra você — estou escrevendo pra mim, pra organizar tudo o que ficou aqui dentro.
O que a gente viveu foi especial. Foi leve em muitos momentos, divertido, intenso do nosso jeito. Teve troca de olhares, risadas, provocações, conversas que só a gente entendia. E teve também momentos difíceis. Mas, mesmo assim, quando eu olho pra trás, eu não sinto arrependimento. Eu sinto saudade — de uma fase, de uma conexão, de quem a gente foi naquele tempo.
Eu lembro do começo, da primeira vez que te vi, e de como algo ali chamou minha atenção. E, de alguma forma, a gente foi se aproximando, se encaixando nas pequenas coisas do dia a dia. Foi natural. Foi verdadeiro.
Eu reconheço também que, às vezes, eu exagerei. Eu sou intensa quando gosto, eu me entrego, eu demonstro. Talvez aquele não fosse o momento certo pra isso, talvez eu tenha ultrapassado alguns limites. E por isso, se em algum momento eu te magoei ou passei do ponto, eu sinto muito.
Hoje, eu sigo em frente. Eu estou feliz com a minha vida, com o meu relacionamento, com as escolhas que eu fiz. E é importante dizer isso, porque essa carta não é sobre voltar atrás — é sobre fechar um ciclo com carinho.
Eu te desejo felicidade de verdade. Que você seja feliz com a sua família, com a vida que construiu, com seus sonhos. Que tudo dê certo pra você, que você conquiste o que deseja e encontre paz no seu caminho.
Guardo com carinho o que vivemos. Foi real. E isso ninguém tira.
Talvez a vida ainda cruze nossos caminhos de novo. E, se isso acontecer, eu espero que seja leve. Com respeito, com maturidade, talvez até com amizade.
Se não acontecer, tudo bem também.
Então eu encerro assim: com gratidão.
Obrigada por tudo o que foi.
Fica bem. Seja feliz.
E, de alguma forma tranquila e sincera:
eu te amo, não como antes, mas como alguém que fez parte da minha história. Ass:L para MB