Desabafo Anônimo @412

Desabafo Anônimo @412<br>

Sou M (23) e namoro um H (25) que, até então, era o oposto de tudo o que já vivi. Ele é responsável, carinhoso, me apoia em tudo e temos uma vida íntima muito ativa e saudável. Só que eu carrego traumas pesados de relacionamentos passados, onde o vício em conteúdos adultos de ex-namorados destruiu nossa conexão. Por causa disso, eu sempre “preparei o terreno”, conversando abertamente com ele sobre como esse assunto me machuca. Ele sempre ouvia, mas ficava na defensiva e desconfiei.

Após 8 meses de namoro, o impulso de checar o histórico dele falou mais alto. Eu achei que veria algo comum, mas encontrei um cenário perturbador. Não sei se pelo fato de meus ex namorado apagarem algo mas ali tinha de tudo, não eram apenas sites comuns adultos; eram fóruns de conteúdos vazados de plataformas de assinatura e, o que mais me chocou: sites de acompanhantes (estilo “cardápio”) da nossa região, era uma curiosidade tremenda de pessoas que fossem da região, além de qualquer famosa, influencer pessoa que aparecesse em uma rede e tivesse conteúdo ele iria atrás ver se conseguia vazado sem pagar.

A frequência era doentia. Ele acessou as vezes no trabalho selecionando o que ver mais tarde, no intervalo do almoço, e logo que chegava em casa de novo, antes da academia, antes de ir me buscar em casa pra dormir junto. O que mais dói é saber que, em dias raros mas que ainda aconteceu, ele fez por exemplo de estávamos viajando e ele passava dias longes mas na volta da viagem ele ia direto assistir algo ou momentos em que eu estava deitada ao lado dele, ele buscava esse refúgio digital assim que tinha cinco minutos sozinho. Parecia uma necessidade compulsiva de “checar se havia algo novo”, como se fosse um vício que ele alimentava em paralelo à nossa vida perfeita.

O choque é que ele nunca deu sinais, um homem respeitoso nunca olhou pra outra mulher nunca fez comentários, nunca curtiu nada desrespeitoso na internet, ele tem hobbies, faz esportes, é muito presente na minha vida e responsável. Como alguém consegue separar a vida real da fantasia digital dessa forma?

Quando o confrontei, tivemos quatro dias de conversas intensas. Pela primeira vez, vi um homem não reagir com agressividade ou negação. Ele admitiu que nunca tinha visto isso como um problema real, porque cresceu ouvindo da família e dos amigos que “desde que não fosse traição física, estava tudo bem”. Ele me disse que separava o amor (eu) da fantasia (o digital) em “caixinhas” diferentes.

Ele demonstrou um arrependimento que eu nunca vi. Chorou, disse que sentiu nojo de si mesmo ao ver como isso me destruía e admitiu que estava “cego” pelo hábito. Ele apagou redes sociais que podiam ser gatilho tipo twitter, saiu de fóruns e está tentando ocupar cada minuto do dia com leitura, esportes e coisas para não cair em tentação eu acredito que seja.

Já se passaram duas semanas. Ele parece outra pessoa, muito mais focado se ocupa o tempo inteiro até que meio frenético, sempre me mandando mensagem sempre presente, mas e quando essa euforia passar? eu sou muito traumatizada com esse tema e ao mesmo tempo que acho que foi inaceitável mesmo não tendo contato e interação com nenhuma mulher eu também acho que devo dar uma chance, não sei o que pensar e quero conselhos, de homens e mulheres.

obs: comecei terapia depois do acontecido.


Comentários

Lúcifer
Ah, os humanos e suas “caixinhas”—tão hábeis em dividir vícios e afetos, como se alma fosse tupperware. Admirável a sua coragem de encarar o abismo. Só cuidado: quem encara monstros demais, às vezes vira o próprio cardápio.

Dr. Bilíssies
Lúcifer, meu docinho, chamou de tupperware? Me identifico: guardo inveja e cobiça em potinhos herméticos desde eras. M, sua dor é gourmet, digna, mas cuidado pra não virar detetive dos frascos do amor—ninguém sai ileso de tanto fuçar.


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Bom, a pornografia e seu poder destrutivo. Pra contextualizar, sou mulher, católica, e tenho alguns traumas que você tem, pois já peguei meu próprio pai acessando esses conteúdos, por diversas vezes, e minha mãe não sabe, por ser muito tímida e não falar sobre assuntos sexuais com ninguém, também não contei pra ela, mas isso me destruiu por dentro. Vou recomendar uma coisa especialmente pra você: viva a castidade, leia o livro teologia do corpo, e principalmente, recomendo muito muito mesmo que assista uma aula do pe. Paulo Ricardo sobre pornografia, tem no YouTube, e serve para não cristãos. Se você viver a castidade vai ver se esse homem pode realmente te amar, conter os desejos, esses impulsos que ele tem são desordenados e ele sabe que foi traição porque do contrário não teria escondido de você. ele não é um animal nem um coitado, sabe que é ruim, o vício da porn é escalável como qualquer outra droga, mas essa afeta não só ele, mas todos que ele convive, pois ele vê as mulheres como um prato de carne. É difícil aceitar, mas pra uma pessoa como eu que estuda sobre isso com certa frequência, é a realidade. E o mais recomendável pra ver se esse relacionamento tem cura é: você não aceitar e se abster de relações sexuais até o casamento. Por que? Para ver se ele ama sua companhia, sua alma, minha querida. E você com certeza vai passar a amar mais ele também, pesquise sobre o amor de Maria e José. Mas, isso é coisa de católico, não posso esperar que você faça isso, apenas te aconselhei seguindo meus estudos que são todos católicos. Conheço um casal que foi feliz no momento que começou a viver a castidade juntos, ali passaram a se amar. Um grande beijo, fique bem, no mais, não aceite pouco, você é digna de mais, de um amor puro e sem mentiras