Sou brasileira, tenho 33 anos, sou bissexual e moro na Irlanda. Em maio, conheci uma irlandesa de 25 anos por meio de um aplicativo de namoro. No início, tudo parecia perfeito: ela era carinhosa, atenciosa, demonstrava curiosidade genuína sobre a cultura brasileira e deixava claro, desde as primeiras conversas, que buscava algo sério. Conversamos por cerca de duas semanas antes de nos encontrarmos pessoalmente.
No nosso primeiro encontro, a química foi imediata. Em menos de vinte minutos já estávamos nos beijando, e uma parte de mim sabia que estava se apaixonando. Nos encontros seguintes, a conexão só parecia crescer.
Com o passar do tempo, ela começou a falar sobre problemas de ansiedade, insônia e crises de pânico. Fiz o possível para apoiá-la, oferecendo cuidado, escuta e segurança emocional. Porém, no último mês do relacionamento, seu comportamento mudou. Ela disse que não estava mentalmente bem para um relacionamento sério, Respondi que rótulos não eram importantes para mim; o que importava era estar com ela.
No dia do término, combinamos que ela iria à minha casa para jantar depois que eu saísse da escola de inglês, por volta das 17h. Mais cedo, confirmou que estava tudo certo. No entanto, nesse horário, avisou que estava do outro lado da cidade porque havia ido a um café com uma amiga, que também é brasileira e mais velha do que eu. Acabei esperando quarenta minutos até que ela aparecesse.
Como o trânsito estava intenso, decidimos comer em algum lugar no centro. Durante todo o trajeto, ela falava dessa amiga e trocava mensagens com ela. Disse calmamente que não me incomodava que ela saísse com amigas, mas que me deixar esperando havia sido injusto.
Então ela contou que a amiga havia perdido o trem e perguntou se poderia se juntar a nós. Fiquei furiosa por dentro, pois queria um momento a sós, mas aceitei. Quando a mulher chegou, acabei servindo de tradutora entre as duas. Fui educada, mas minha então namorada estava distante e disse que queria ir para casa.
Mais tarde, por mensagem, ela terminou comigo. Disse que eu não tinha as qualidades que procurava em uma parceira e admitiu ter sentido uma conexão com aquela mulher.
Depois, postei a história anonimamente no Reddit. Ela leu e me enviou uma mensagem dizendo que o que sentiu por mim foi apenas empolgação. Passou a atacar minha aparência, minha personalidade e meus gostos, e afirmou que pretende se casar com essa mulher. Já compraram anéis de compromisso e marcaram viagens.
Senti-me completamente descartada e substituída. Mesmo dois meses depois, continuo profundamente devastada.