Eu não sou um cão violento, mas eu sei exatamente porque eu rosno, sou indomável e mordo. O meu coração foi ferido, desgastado e mal interpretado por anos. Quando eu finalmente tive coragem de mostrar os dentes, ninguém parou para pensar no porquê. O tempo todo, só apontavam: `ameaça`, `problema`. Afinal, para as pessoas é muito mais fácil viver a favor da própria interpretação. Eu não tenho a obrigação de ser dócil mesmo depois de tudo, como se carinho surgisse do nada, sem que ninguém tenha colocado o mínimo de cuidado antes. Nenhuma pessoa tem o direito de colocar uma coleira em meu pescoço, me prender com uma corrente de metal e exigir docilidade enquanto me ferem.