foda-se. eu cansei. cansei dessa vida que me obriga a ser adulto antes do tempo. enquanto a maioria se preocupa com balada, eu tô aqui, lidando com as porradas da vida. é como se um cronômetro tivesse começado a contar cedo demais, e todas as experiências de dor e abandono caíssem no meu colo. penso em como é irônico. a gente sempre ouve que a dor ensina, mas ninguém diz que ela também marca, esmaga, quebra. eu aprendi mais com os tombos que com qualquer sala de aula, e garanto que essas lições não vêm com diploma. é difícil pra caralho se permitir sentir, se apegar, quando a experiência me diz que tudo é temporário. eu me pego querendo proximidade, mas só consigo manter distância. é um ciclo vicioso. o medo de perder é maior que a vontade de ter. cada palavra escrita é um alívio, mas também um lembrete. de que tô vivendo em pausa, esperando por um sopro de normalidade que talvez nunca chegue. mas mesmo assim escrevo, grito no papel, porque esse é meu jeito de não explodir por dentro. foda-se quem não entende. só quero ser ouvido, nem que seja pelo eco do silêncio.