outro dia acordei com aquela sensação adorável de que a vida é tipo um filme ruim que a gente não pode pausar, só pior. a diferença é que ninguém jogou pipoca em cima de mim (pelo menos, não ainda). mas, ah, espera... essa merda de sensação tava presa no peito, como sempre, lembra? tudo bem, não vamos mentir: a gente tenta, acorda e segue a vida como se estivesse tudo certo. "tô bem", "tá tudo tranquilo", a gente diz, enquanto tenta não gritar com a parede. legal, né? parece um ótimo roteiro de sobrevivência emocional. só que não. parece que tem uma fila onde tô sempre no final. a fila que nunca anda. todo mundo passa na minha frente e a propósito, a fila da vida só fica maior, né, sr. destino? (ou devo chamar de "aquele sacana invisível"?) só que a gente finge que tudo tá ok, como se fosse um daqueles coitadinhos nos concursos de sorriso mais falso. há, mas tudo bem, segue o baile, né? dançar é o que importa. quem liga pros tropeços? até porque a culpa é minha mesmo, quem mandou acreditar que dava pra dançar conforme a música? e, se tudo der errado, bem, sempre dá pra culpar o "sistema" ou "as circunstâncias". mas a culpa mal resolvida tá sempre ali, cutucando, lembrando que talvez, só talvez, a gente só não saiba lidar com o nosso próprio espelho. mas tudo bem, amanhã será outro dia... ou pelo menos é o que a gente tenta acreditar.