Estou exausto. É uma exaustão que não vem apenas do corpo, mas da alma, um cansaço que me consome dia após dia. Sinto que vivo um ciclo perpétuo de expectativas que não são minhas, metas que não tracei, e sonhos que não sei de quem são. Já esqueci o que é acordar com propósito além de cumprir o próximo compromisso na interminável lista de tarefas. Minha cabeça está cheia de teorias e conceitos que, na prática, parecem vazios, distantes da realidade que vivo. Tudo aquilo que estudei, que me disseram ser fundamental, muitas vezes se prova inútil frente à dureza do cotidiano. Olho ao redor e percebo que a pressão do mundo adulto suga o restante do brilho que um dia existiu em mim. Escondo meus sentimentos atrás de sorrisos ensaiados, daqueles que se aprende a usar para parecer bem. Mas, por dentro, há apenas uma vontade imensa de gritar, chorar o que não consigo dizer em voz alta. Sou uma ilha de ansiedade e insegurança, rodeado de mares de indiferença. Apesar disso, escrever é meu respiro. O alívio ao deixar fluir tudo que me sufoca é quase tangível. É como encontrar, mesmo que brevemente, um sentido em meio ao caos. Talvez amanhã eu encontre uma nova maneira de navegar este mar turvo, mas, por hoje, é só o que posso fazer.
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