hoje eu só queria gritar por dentro, aquele grito mudo que explode no peito e ninguém ouve. cresci rápido demais, obrigado a ser adulto quando a infância ainda chamava. ser subempregado é como pisar todos os dias num chão que só afunda, um passo pra frente, dois pra trás. parece que vivo num looping bizarro, onde a "empresa dos sonhos" só me promete pesadelos. vendem ilusões, embrulhadas em discursos vazios, enquanto a gente dá o sangue e eles só querem o nosso suor barato. amar demais me fez errar, me fez cair, e hoje só consigo olhar o amor pela fresta de uma porta sempre entreaberta. é mais fácil assim, não me machuco tanto. a dor se tornou minha professora, ensinou o que a escola não podia. ela moldou quem sou, mas a que custo? acho que a esperança ficou encolhida nesse processo, pequena, mas ainda viva. há algo de podre nessa engrenagem que nos esmaga. a cada promessa vazia, a cada "plano de carreira" que nunca chega. já vi o bastante, cansei de esperar. mas mesmo assim, a esperança não morre. ela se esconde, talvez, atrás daquela faísca de querer acreditar que, um dia, isso tudo mude. porque, no fundo, a gente sempre espera um amanhã melhor, mesmo que a razão diga que ele nunca venha. amanhã eu tento de novo, quem sabe.
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