às vezes parece que tô carregando o mundo nas costas, cara. tipo, sério, penso “como cheguei até aqui?” mas na real, nem sei pra onde tô indo. ser adolescente já é uma bosta, né? mas além disso, sinto que tô preso num looping infernal de provas, trabalhos, expectativas que nunca param. e aí vem essa pressão de decidir o futuro quando meu presente tá todo fodido. já amei mais do que devia, sabe? me joguei de cabeça, me entreguei, só pra no final levar uns tapas emocionais que me fecharam feito concha. é tipo aquele clichê: quando algo quebra, dava pra consertar mas não é mais igual. eu não sou mais igual. e agora tô quase formando, na beira do abismo da vida acadêmica. mas e aí? vou lá, faço faculdade, me formo e vazo. e pra quê? pra entrar num ciclo de insatisfação diária, só pra ter um diploma que nem sei se quero? desisti, bicho. não por preguiça, mas porque não vejo sentido. apesar disso tudo, lá no fundo, lá onde eu guardo meus sonhos infantis, ainda há uma faísca de esperança. tipo, sei que ainda posso fazer algo que faça sentido, sabe? algo que me faça sentir vivo e não só mais uma peça no tabuleiro. mas, porra, que é difícil achar essa porra desse caminho, viu? enfim, continuo aqui, tentando. um pé na frente do outro, mesmo quando cada passo parece pesado pra caralho.