às vezes sinto que sou só uma sombra da pessoa que deveria ter sido. estudando, sempre me disseram que o conhecimento era a chave, mas a única coisa que aprendi foi que a vida é uma luta constante entre quem sou e quem queria ser. exausto, quase nem sinto mais o toque dos dias passando por mim, como vento que não se vê, mas se sente. as noites são longas... na solidão do meu quarto, cercado por livros que prometem respostas, mas entregam só mais perguntas. e cada página que viro me lembra dos erros que cometi, das promessas não cumpridas, dos sonhos abandonados. essa culpa que não me larga, é como uma âncora, me puxando pra baixo, me afogando em arrependimentos. é foda, sabe? querer tanto viver, mas se sentir morto por dentro. desejo coisas que não posso ter, e quando consigo, elas não preenchem o vazio. o amor, o sucesso, tudo parece distante, como uma miragem. e eu, perdido, tropeçando nas próprias pernas nessa busca sem fim. talvez isso seja tudo o que resta de mim. palavras rabiscadas num papel que ninguém vai ler. mas, pelo menos, aqui, sou honesto com minha dor, com meu cansaço, com meu fracasso. espero que, de alguma forma, isso seja suficiente. porque já não tenho mais forças pra lutar. se isso é tudo, que seja.