porra, cara, às vezes eu só sinto que tô flutuando num mar de coisa nenhuma. é como se o mundo tivesse se movendo rápido demais e eu tivesse parado, assistindo, sem conseguir acompanhar. a vida de jovem adulto é essa balança louca entre fazer o que esperam e o que eu nem sei se quero. é como estar sempre correndo atrás de um vento que nunca alcança, sabe? tem dias que a pressão pesa. tipo um elefante sentado no peito. aqueles sonhos grandiosos de adolescência, onde foram parar? perdidos entre boletos e expectativas? a gente cresce ouvindo que pode ser o que quiser, mas as opções parecem tão... escassas. o tempo todo educado, polido, falando o que esperam ouvir, mas por dentro? um grito abafado. uma vontade de mandar tudo à merda, de se soltar, de ser livre. e quando vem a pausa forçada, aquele momento que tu tem que parar, graças à vida louca, parece que o mundo fica em silêncio, gritando só dentro da tua cabeça. as confusões internas saem pra brincar, um caos. me sinto preso num vazio entre o que poderia ser e o que sou. e quando olho no espelho, quem é que olha de volta? só um desconhecido com muito por resolver. é isso, cara. um desabafo meio perdido. angustiado. mas é o que tem pra hoje. se é que tem alguma coisa.