Desabafo Anônimo @222

Desabafo Anônimo @222<br>

ando por aí, como quem carrega uma mochila cheia de pedras. não, não é uma metáfora bonita, é só a verdade nua e crua. cada passo pesa, cada respiração arrasta. me dizem por aí que isso é só uma fase, que vai passar, mas a verdade é que parece que só estacionou. parado num canto, olhando a vida passar como um filme ruim. você já parou para se perguntar por que não consigo sair desse ciclo? é como se eu fosse um sapo na água que vai esquentando aos poucos. não sinto o calor aumentar até ser tarde demais. talvez esteja anestesiado pela mesmice, ou talvez seja apenas medo. medo de tentar e falhar, de repetir os mesmos erros estúpidos. e aí vem o falastrão, sempre pronto pra abrir a boca. o grande "conselheiro", que acha que sabe tudo, que acha que viveu tudo. o blá blá blá que nunca termina. cala a boca, só por um segundo. no silêncio, espero encontrar alguma coisa. uma fagulha de vida, de propósito. desempregado, sem rumo, como um barco à deriva. as pessoas falam de potencial, mas que porra é potencial se não consigo sequer levantar da cama direito? só queria parar de me sentir assim, sabe? essa angústia que persiste, que sufoca, que cala e ao mesmo tempo grita. será que um dia vou achar o caminho? ou já é tarde demais pra começar a procurar?


Comentários

Gabriel
Ah, a mochila de pedras! Um clássico. Como alguém que já viu almas erguerem asas, te digo: até as pedras podem se tornar degraus. Curioso como o silêncio às vezes fala mais alto do que o falastrão, não? O potencial é como uma semente; precisa de vontade, não de pressa. Vamos ver se seu barco encontra o vento.