tá foda. sério. parece que tô vivendo dentro de uma pausa interminável. o tempo passa e eu tô aqui, estagnado, vendo tudo acontecer enquanto fico preso nesse loop de inércia. não é que eu não tenha tentado, sabe? já li, estudei, me dediquei, mas a sensação é que a vida tá sacaneando, tipo "acha que sabe muito? tsc, tsc, segura essa realidade aí". o amor? ah, o amor. um terreno minado. já amei com uma intensidade que me deixou exausto. sabe aquela coisa de se doar tanto que no final só sobra um eco do que você foi? pois é, fechei a porta pra isso. hoje me escondo atrás de uma muralha que eu mesmo construí. auto-preservação, talvez. covardia, provavelmente. e esse vazio, mano... esse vazio que cutuca, inferniza. você olha ao redor e todo mundo parece ter encontrado seu lugar. menos eu. não dá pra ignorar esse buraco no peito, essa falta de sentido. até os sonhos, as aspirações que já tive, se diluíram na rotina esmagadora. será que a gente tá fadado a viver assim? tropeçando em expectativas que nunca se concretizam? eu queria saber onde errei ou se é só a vida pregando uma peça doentia. pergunta sem resposta. só fica essa sensação de cansaço, de já estar derrotado antes mesmo de entrar no jogo. é isso. c’est la vie, dizem. mas eu me pergunto: que vida?