Cansa. Cansa tanto que às vezes parece que até respirar é um esforço monumental. Carrego o peso das expectativas, essas correntes invisíveis que me fazem tropeçar a cada passo dado. E o pior? Não sou só eu. Todos ao meu redor parecem imersos nesse teatro sufocante de sorrisos forçados e promessas não ditas, esperando a hora de se libertar, mas a coragem nunca vem. Essa transição interminável entre o que eu era e o que deveria ser me deixa exausto. É como tentar andar na areia movediça, afundando mais a cada tentativa de avanço. O tempo todo me dizem que isso é normal, que todo mundo passa por isso. Mas será que todo mundo sente essa culpa incessante que não me larga? Essa sensação de dever algo a alguém, mas não saber a quem ou o quê? Estudo, trabalho, vivo... mas tudo parece parte de uma montagem mal feita. As cobranças são altas e, no entanto, ninguém vê a batalha interna, as noites insones recheadas de pensamentos críticos e insatisfeitos. Vejo o mundo por lentes manchadas de dúvidas e descrença. Nada parece ser o que realmente é, ou talvez eu seja o único a enxergar o outro lado da moeda. Gostaria de gritar, mas o som não sai. Então, sigo. Em silêncio. Como se sobreviver fosse o suficiente. Mas será mesmo?
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