Às vezes me pego olhando para o teto, tentando encontrar respostas nas sombras das rachaduras. É curioso como, mesmo cercado de pessoas, o eco do vazio ainda ressoa tão alto. A vida tem sido uma sucessão de dias turvos, onde a rotina é uma marcha cansada, passos pesados sobre sonhos amputados. Como um barco à deriva, a correnteza me leva — para onde, eu já não sei. Estudar tem sido um refúgio e uma prisão. Escapar é necessário, mas também me sinto como se estivesse sempre em um labirinto sem saídas claras. A carga é tão densa que, às vezes, quase não consigo respirar. A sensação de sempre ter que provar algo, alcançar um padrão que não entendo, me esgota. A carência de certeza e afeto é um peso que me faz hesitar em me apegar, medo de que o pouco que tenho se perca na maré. Aprendi mais com as cicatrizes que carrego do que com qualquer lição formal. A dor é uma professora implacável, e a verdade é que, apesar de tudo, ainda ando pela corda bamba entre esperança e resignação. Talvez esteja apenas tentando encontrar um sentido em meio ao caos. Ou talvez, só estou escrevendo para não desmoronar por completo. Quem sabe? Amanhã pode ser diferente. Ou não.
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