Há um peso invisível que carrego, mas ele não é de ferro ou chumbo. É um tecido fino, entrelaçado com fios de responsabilidades que não pedi, mas que agora são parte de mim. Sinto o mundo girando em torno de expectativas que nunca foram minhas, mas que, de alguma forma, me consumiram como um incêndio silencioso. Quando foi que a infância cedeu à rigidez da maturidade? Essa transição, tão imperceptível, deixou um rastro de solidão que parece crescer a cada ano, como um eco interminável no vazio. A solidão crônica é uma companheira que se acomoda nas esquinas da mente, lançando sombras em momentos de quietude. É um paradoxo: estar cercado de rostos, mas encontrar-se em uma ilha de pensamentos contraditórios. Por que a presença dos outros não preenche esse vácuo interno? Talvez seja a complexidade em constante ebulição dentro de mim, um turbilhão de ideias inacabadas e sonhos não expressados, sufocados pela expectativa de ser forte, sempre forte. O cansaço mental é um companheiro constante, uma nuvem que obscurece a clareza. E assim, me pergunto: existe um alívio, uma pausa real neste ciclo incessante de funções invisíveis? Será que um dia encontrarei a resposta nas páginas que nunca escrevi ou nas palavras que nunca tive coragem de dizer? As perguntas pairam, sem resposta, flutuando no espaço tênue entre o desejo e a resignação.
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