Estou exausto de correr atrás de uma linha de chegada que parece cada vez mais distante. Na cabeça, um turbilhão de ideias, sonhos, contas a pagar e aquela dúvida constante: será que vale a pena? O freelancing, que deveria ser liberdade, vira uma trilha tortuosa de incertezas e contratos enfiados goela abaixo. A cada trabalho, a sensação desgastante de nunca ser suficiente, de que sempre falta algo, mesmo quando abro mão de tudo. É como se um peso invisível puxasse meus ombros para baixo, um lembrete constante de que o sistema tá sempre preparado pra me esmagar. Desabafar? Pra quê? Isso só vira munição para a próxima batalha que preciso enfrentar sozinho. E os sonhos? Ah, os sonhos têm que ficar escondidos, protegidos da realidade crua que tô tentando sobreviver. E a ironia? Estudei cada detalhe do mundo, critiquei, questionei e, no fim, me vejo engolido por ele. Anos de aprendizado para enfrentar uma realidade onde parecer saber mais só reforça a frustração. Mas, mesmo no meio desse caos, ainda existe uma centelha, um resistência interna que me impede de desistir. É uma esperança contida — não perdida. Afinal, talvez a graça da vida seja justamente continuar lutando, esperando que, num belo dia, o mundo abra espaço para minhas verdades.