Há um peso constante que parece afundar cada parte de mim, uma maré incansável que insiste em me puxar para baixo. Eu carrego o fardo de expectativas que não são minhas, construídas por aqueles que acreditam saber o que é melhor, mas que apenas mascaram suas próprias inseguranças. É exaustivo tentar ser alguém que eu não reconheço ao olhar no espelho, viver um papel que parece mais um sonho ruim do que a minha própria realidade. Os dias se arrastam como uma fita interminável e, honestamente, há momentos em que me pergunto se tudo isso vale a pena. Me pergunto por que continuo a caminhar por esse caminho estreito e pavimentado de solidão. Acho que nunca aprendi a lidar com o abandono, e cada relação que não dá certo apenas reforça esse ciclo destrutivo. A mente sussurra que sou insuficiente, que o passado sempre será uma sombra, e eu acabo acreditando. Escrever se tornou a única maneira de respirar no meio dessa avalanche. Cada palavra escrita é uma pedra a menos para carregar. Alivia uma dor que parece não ter remédio. Estou tão cansado de tentar ser perfeito, de lutar contra os demônios internos que parecem estar sempre um passo à minha frente. E, ainda assim, continuo a escrever, talvez porque aqui, pelo menos, posso ser verdadeiramente eu, mesmo que só por um momento efêmero.
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