Há um peso invisível que carrego todos os dias, como se cada passo que dou fosse sobre um chão incerto, que ameaça ceder. Vivo num constante entrelaçar de pensamentos, onde a incerteza sussurra promessas e a estabilidade parece apenas um sonho distante. A liberdade de ser dono do meu tempo vem com um custo: a falta de segurança que me faz questionar se estou realmente vivendo ou apenas sobrevivendo, enquanto a vida acontece ao meu redor. Meus sentimentos são como cartas nunca enviadas, guardadas em um canto escuro da consciência, onde o medo de não ser ouvido os mantém prisioneiros. Tenho conhecimento — não me faltam ideias —, mas parece que a bússola dentro de mim perdeu o norte. Cada projeto é uma aposta, um salto no abismo, e às vezes me pergunto se esse ciclo de inícios e paradas não me consome mais do que me alimenta. Ainda assim, há uma chama de esperança que me impede de desistir. Algumas manhãs, quando a luz entra pela janela e a cidade acorda, sinto uma promessa silenciosa de que a conexão entre o que sou e o que desejo ser pode, por um momento, se alinhar. E respiro. Continuo. Sim, a angústia é minha companheira, mas nos intervalos desse silêncio cortante, vislumbro o que pode ser — e isso, quem sabe, já é alguma coisa.
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