Hoje, as palavras parecem pesadas, como se cada letra carregasse um pedaço daquilo que não consigo mais carregar sozinho. É um alívio estranho, quase irônico, colocar pra fora tudo isso, mesmo que ninguém realmente ouça. Eu cresci entre linhas tortas e sonhos remendados. Enquanto outros corriam atrás de pedaços de normalidade, fui empurrado pela correnteza até os cantos mais sombrios da minha mente. A vida nunca me deu o luxo da inocência. Fui arrancado dela como se nunca tivesse direito, como se fosse um erro. A realidade me engoliu cedo, com suas lições cruas, despejando sobre mim um conhecimento que eu nunca quis. O cansaço é uma companhia antiga, um visitante constante que se instalou, fazendo de cada manhã um desafio e de cada noite um pesadelo disfarçado de descanso. Às vezes, sinto como se minhas veias carregassem mais dúvidas do que sangue. Eu me perco em pensamentos que giram em loops infinitos, entre o querer e o não poder, entre o ser e o não ser. Existe um vazio dentro de mim, um eco interminável que grita por respostas que nunca vêm. Tudo parece uma busca sem fim por um significado que continuamente me escapa. Talvez, no fundo, o que eu mais tema seja perceber que essa busca é, de fato, a própria resposta. E a desesperança de saber que, talvez, nada mude.
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