Desabafo Anônimo @17

Desabafo Anônimo @17<br>

O céu nublado parece espelhar o emaranhado na minha mente. A meia distância da vida, sinto como se estivesse em um intervalo interminável, sem a música para guiar meus passos. É estranho estar aqui, cercado por pessoas que mal conheço, todas projetando sorrisos que disfarçam seus próprios fardos. Ah, a ironia de buscar conexão e, ao mesmo tempo, temer a entrega completa. Existe uma dança entre a carência e o receio, um compasso que me deixa preso na espera. Passei tanto tempo acreditando que o sistema, com suas engrenagens perfeitas, proveria algum tipo de redenção. Apenas para perceber que, quando se trata de vida real, ele falha nas horas mais cruciais, travando como uma ponte levadiça que se recusa a subir para eu cruzar. A dor, fiel companheira, instrutora mais eficaz do que qualquer sala de aula, sussurra lições ao pé do ouvido. Não são fáceis de digerir, mas modelam quem sou. Entre os escombros dessas experiências, descubro faíscas de alívio ao escrever. As palavras são minhas aliadas, esculpindo uma esperança cautelosa. Talvez o caminho não seja como imaginei, mas me agarro à ideia de que há beleza em encontrar meu próprio ritmo, mesmo que seja improvisado. Neste mar de incertezas, continuo. Porque há algo em simplesmente seguir, em mover, mesmo que lentamente, que promete uma nova possibilidade além das nuvens.


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