Chega um ponto em que o cansaço deixa de ser físico e vira uma presença, um fantasma constante te cutucando, um lembrete da prisão invisível em que me encontro. O sono não recupera, os dias se misturam, e eu me pergunto pra onde foi aquele encanto que um dia me moveu. É fácil se perder em esperanças vazias quando rondam tantos "e se?". Nada parece suficiente. Fazer tudo e não sentir nada é um loop infernal, e estou preso nele. A culpa é uma companheira silenciosa, esfregando na minha cara cada escolha que fiz — ou deixei de fazer. Será que é tarde demais? De que adianta ser educado se o mundo só te dá um prato frio de indiferença? É uma dança deprimente onde parceiro nenhum se importa com o próximo passo. A amizade — aquela que deveria ser porto seguro — se transformou em uma âncora. O "Confidente" me arrasta para o fundo, me enche de promessas vazias enquanto o peso da expectativa nos afunda juntos. Fico à deriva, desejando cortar os laços que me sufocam, mas a lealdade, estúpida e ingrata, me mantém. Até quando vou ser a muleta de quem nunca levanta? Tem uma prisão pior que essa? Talvez seja hora de aceitar que não há salvação para todo mundo, que às vezes é preciso ser egoísta para não afundar junto.