Acordei hoje e, surpresa, nenhuma epifania me aguardava na cozinha enquanto o café coava. A mesma rotina de sempre, sustentada por um fio tênue de sanidade. Acompanhar a dança de aplicativos de emprego e pensar: será que hoje alguma dessas empresas perceberá a pérola escondida no meio desse caos? Ah, a esperança, essa piada sem graça que continuo contando para mim mesmo. O que dizer sobre o conforto de se sentir sozinho, mesmo em meio a uma multidão? Talvez seja melhor assim, seguro, mas ironicamente insuportável. Relacionamentos? Parecem mais labirintos emocionais que não pretendo desvendar tão cedo. A última tentativa foi mais uma cena de comédia do que um drama romântico. E aqueles que falam, falam, falam... Sabe o Tagarela Profissional? Sempre pronto para distribuir conselhos não solicitados e frases feitas como se fossem ouro? Pois é, o show de palavras vazias continua, ininterrupto e gratuito, e o silêncio se torna um luxo inalcançável. Na esfera acadêmica, a quase conquista de um pedaço de papel que prometia validar minha existência. Desisti antes que me dissesse que, por mais que tentasse, não seria suficiente. Então, o que resta? Um pouco de sarcasmo para apaziguar o espírito, risadas abafadas entre páginas de livros que não terminei. A solitude é minha amiga constante, uma sombra que dança à luz da incerteza, e a ironia é o manto que uso para me proteger.
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