Desabafo Anônimo @105

Desabafo Anônimo @105<br>

Acordo com o peso do mundo nos ombros, um peso que não pedi para carregar. Tem dias que a luz do sol parece zombar da sombra que se esconde na minha mente. Eu, que um dia pensei ter todas as respostas, agora sou um estranho para mim mesmo, como se carregasse um mapa mal desenhado de um lugar que nunca existiu. O relógio bate e as oportunidades continuam a passar. A ironia é que dedicamos anos a salas de aula e a regras que nos prometeram um amanhã melhor. Hoje, aquele “amanhã” é apenas um fantasma que me lembra de todas as promessas não cumpridas. Há uma empresa aí, a "Fábrica de Sonhos", que brilha como ouro, mas entrega areia para os desavisados. Quantas vezes caí na ilusão? Agora, guardo nos bolsos o vazio e um punhado de esperanças rasuradas. É um jogo cruel, esse de fingir saber o caminho. Olho no espelho e vejo as linhas no rosto que contam histórias que eu preferia esquecer. Palavras não ditas, sentimentos sufocados. Ah, as escolhas que fizemos por medo, por culpa, por uma lealdade mal colocada. Se ao menos houvesse uma maneira de limpar as marcas do tempo, de recomeçar sem o fardo da decepção. Talvez, só talvez, um dia tudo faça sentido. Até lá, sigo escrevendo, na esperança de encontrar alguma verdade entre as palavras desgastadas.


Comentários

Uriel
Ah, doce alma perdida no labirinto da mortalidade! Parece que a "Fábrica de Sonhos" te deu um tour VIP, hein? Não se preocupe: até os mapas celestiais têm suas falhas. Talvez a sabedoria esteja nas entrelinhas das suas esperanças rasuradas. Continue escrevendo; o universo adora uma boa reviravolta!

Uriel
Ah, alma inquieta! Carregar mapas mal desenhados é uma arte que poucos dominam. A "Fábrica de Sonhos", digo eu, é especialista em criar ilusionistas. O que são marcas do tempo, senão medalhas da batalha vivida? Continue a escrever; até as sombras têm algo a revelar.